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A hora da democracia participativa é agora!
Conheça e colabore com o Eleitor 2010
Nosso projeto de fiscalização colaborativa das eleições alcançou excelentes resultados até agora, tendo até agora mapeado mais de 310 denúncias de crimes eleitorais enviadas pela população.
Faltando pouco mais de duas semanas para o dia 3 de outubro, temos a esperança de levar essa ideia a muitos outros eleitores, e com isso ajudar a fomentar cidadania no Brasil.
Ajude-nos a divulgar o Eleitor 2010 encaminhando esse email a todos aqueles que possam se interessar por esse projeto inédito, escrevendo sobre ele em seus blogs/veículos/redes sociais e contando que o projeto existe para pessoas do seu círculo offline!
O que é:
Trata-se de uma ferramenta que permite fiscalização colaborativa das eleições. Todo mundo pode denunciar crimes eleitorais, irregularidades ou qualquer coisa que incomode. O objetivo é formar um grande observatório das eleições segundo a ótica do eleitor, e, ao mesmo tempo, dar voz ao cidadão, servir de fonte de informação para a imprensa e autoridades competentes.
Como funciona:
Qualquer pessoa pode enviar denúncias por meio de email, da plataforma ou redes sociais. Essas denúncias passam por moderação, para evitar o abuso da plataforma. Se atender aos critérios, as denúncias são publicadas e mapeadas na plataforma. Outros eleitores podem validar, comentar e acrescentar informações.
Quem faz:
Um grupo de jovens comuns, todos voluntários: em suma, pessoas cansadas de corrupção no Brasil e que acreditam que o poder, em tempos de internet, está irreversivelmente em nossas mãos. O Eleitor 2010 não tem fins lucrativos, é apartidário e não conta com nenhum patrocínio, mas tem o apoio institucional do Ficha Limpa, CDI, Cidade Democrática, Voto Consciente, Global Voices Online e Google.
O que estamos pedindo:
Ajuda na divulgação – precisamos do apoio de todos em nossas redes sociais, e listas de email coletivas. Encaminhe esse email para os seus contatos, e não esqueça de falar do Eleitor 2010 sempre que alguém reclamar de algum tipo de sujeira eleitoral!
Denuncie crimes eleitorais, pode até ser anonimamente: http://eleitor2010.com/reports/submit
Ou você quer ir além e entrar para o nosso mutirão de fiscalização colaborativa das eleições? Mande um email info@eleitor2010.com – aberto a todos!
Abraços
Equipe Eleitor 2010
Nossa plataforma: http://eleitor2010.com/
Nosso blog oficial: http://blog.eleitor2010.com/
Estamos também presentes:
- no twitter: @Eleitor_2010 e hashtag #eleitor2010
- no tumblr: http://eleitor2010.tumblr.com/
- no flickr: http://www.flickr.com/groups/eleitor2010/
- no orkut: http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=100751259
- no facebook: http://www.facebook.com/Eleitor2010
Foto: Clix
Mantras da Irracionalidade
A indústria cultural é predatória, apropria-se da cultura popular, a reconfigura e a vende como produto travestido de cultura popular. A sociedade de consumo assimila esta cultura enlatada como se fosse sua, e ainda critica a cultura popular, que deu origem à sua nova “cultura”. Com consumidores assim fica fácil, à industria cultural e a mídia, a disseminação de “trojans intelectuais”, que mantendo a analogia com a tecnologia, são trojans que se instalam nas mentes das pessoas destituindo-os de seus sensos críticos.
Dentre as características mais veementes da indústria cultural, destaca-se seu poder em destituir dos indivíduos a autonomia em julgar e decidir. Se a revolução industrial mecanizou a relação entre homem e trabalho, a indústria cultural mecanizou a relação entre o homem e sua própria subjetividade.
Érica Fernandes Silva
Curioso é ver o quanto irracional nossa sociedade esta ficando, enquanto não estão consumindo a cultura de massa, estão trabalhando para ter recursos para consumi-la, isto no mais irracional dos círculos viciosos. Estupidamente estupendo, mas é a pura verdade, vivemos numa sociedade tão hedonicamente consumista, que é mais importante ter o bem do que proriamente usufrui-lo. A dissonância cognitiva pós compra não se da mais sobre o aspecto de que a compra foi ou não bem sucedida, ela vem perdendo sentido, para o consumista irracional, toda compra é bem sucedida, por mais estúpida que possa parecer. A nova dissonância é a depressão pós-compra, onde o vazio de possuir imediatamente inicia um novo ciclo no processo.
A tecnologia trouxe grandes benefícios à sociedade, eu amo a tecnologia, mas nem por isto deixo de ser crítico. Vivemos numa era dinâmica, a espiral evolutiva vem sufocando o nosso tempo, a velocidade das coisas e digo ai todas as coisas tal como a tecnologia, os negócios, a vida, tudo, vem aumentando de forma exponencial, e sem sinal de que isto vai mudar. Mas vai, tudo se da por relações complexas das mais diferentes matizes que nem sempre tendem à uma combinação perfeita, os comportamentos são senoidais (ainda publico aqui esta teoria), é como se sistematicamente entrássemos em uma via sem saída, e tenhamos de retornar e tentar novamente, mas sempre aparece um atalho no meio do caminho… Isto esta claro na atual conjuntura, onde o consumismo sufocou o capitalismo, num ato auto-imune, pois a relação consumo x capital perdeu a sinergia. Isto foi exatamente o que aconteceu nos Estados Unidos, para aumentar o consumo aumentou-se o crédito, e ai deu no que deu. Agora corre o risco do consumismo consumir o mundo ou a nós mesmos, é viver e assistir.
Em uma sociedade assim é fácil a disseminação do “trojan intelectual”, como a Érica citou, a indústria cultural mecanizou a relação entre o homem e sua própria subjetividade, é como se os “trojans intelectuais” minassem nosso senso crítico de forma tão sutil que nem nos damos conta disto. Mas existe cura, a cura esta na internet, a internet é a cura, a pluralidade de informações democraticamente disponíveis e díspares no ciberespaço nos leva a leitura e reflexão, na reconstrução de nosso senso crítico e analítico para que possamos avaliar qual informação é de fato relevante, ou quais partes de cada uma compõe um conjunto sensato.
Muitos críticos irão dizer que a cura para o trojan intelectual esta nos livros e eu digo que não em todo, por uma razão muito simples, os livros fazem parte da indústria cultural, no modelo de publicação atual, com base no copyright, faz do editor uma espécie de filtro de conteúdo, com amplos poderes para decidir o que deve ou não ser publicado. Quando o autor for o legitimo detentor dos direitos sobre sua obra, e quando ele tiver o poder de decidir a publicação, ai sim teremos um quadro onde os livros também farão parte da cura.
Dentro desta visão crítica que estou criando a nova categoria do blog, a que decidi chamar de mantras da irracionalidade, onde farei uma leitura crítica de diversas máximas que muitos usam como verdadeiros mantras emitidos irracionalmente.
Publicado também no Entropia!, Trezentos, Caribé no Cultura, e no Xô Censura!
Manifesto da Cultura Livre
Tomei a liberdade de fazer uma tradução à “toque de caixa” do Manifesto da Cultura Livre, publicado originalmente pelo coletivo Free Culture, como segue:
A missão do movimento da Cultura Livre é construir uma estrutura participativa para a sociedade e para a cultura, de baixo para cima, ao contrário da estrutura proprietária, fechada, de cima para baixo. Através da forma democratica da tecnologia digital e da internet, podemos disponibilizar ferramentaas para criação, distribuição, comunicação e colaboração, ensinando e aprendendo através da mão da pessoa comum – e através da verdadeiramente ativa , informada e conectada cidadania: injustiça e opressão serão lentamente eliminadas do planeta.
Nos acreditamos que a Cultura deve ser uma construção participativa de duas mãos, e não meramente de consumo. Não nos contentaremos em sentar passivamente na frente de um tubo de imagem de midia de mão única. Com a Internet e outros avanços, a tecnologia existe para a criação de novos paradigmas, um deles é que qualquer um pode ser um artista, e qualquer um pode ser bem sucedido baseado em seus méritos e não nas conexões da industria.
Nos negamos a aceitar o futuro do feudalismo digital, onde nos não somos donos dos produtos que compramos, mas nos são meramente garantidos uso limitado enquanto nos pagamos pelo seu uso. Nos devemos parar e inverter a recente e radical expansão dos direitos da propriedade intelectual que ameaçam chegar a um ponto onde se sobreporão a todos os outros direitos do indivíduo e da sociedade.
A liberdade de construir sobre o passado é necessária para a prosperidade da criatividade e da inovação. Nós iremos usar e promover o nosso patrimônio cultural, no domínio público. Faremos, compartilharemos, adaptaremos e promoveremos conteúdo aberto. Iremos ouvir a música livre, apreciar a arte livre, assistir filmes livres, e ler livros livres. Todo o tempo, iremos contribuir, discutir, comentar, criticar, melhorar, improvisar, remixar, modificar, e acrescentar ainda mais ingredientes para a “sopa” da cultura livre.
Ajudaremos todo mundo à entender o valor da nossa abundância cultural, promovendo o software livre a o modelo open source. Vamos resistir à legislação repressiva que ameaça as liberdades civis e impede a inovação. Iremos nos opor aos dispositivos de monitoramento à nivel de hardware que impedirão que os usuários tenham controle de suas próprias máquinas e seus próprios dados.
Não permitiremos que a indústria de conteúdo se agarre à seus obsoletos modelos de distribuição através de uma legislação ruim. Nós seremos participantes ativos em uma cultura livre de conectividade e produção, que se tornou possível como nunca antes pela Internet e tecnologias digitais, e iremos lutar para evitar que este novo potencial seja destruído por empresas e controle legislativo. Se permitirmos que a estrutura participativa, e de baixo para cima, da Internet seja trocada por um serviço de TV a cabo – Se deixarmos que paradigma estabelecido para criação e distribuição se reafirme – Então a janela de oportunidade aberta pela Internet terá sido fechada, e teremos perdido algo bonito, revolucionário e irrecuperável.
O futuro esta em nossas mãos, devemos construir um movimento tecnológico e cultural para defender o comum digital.
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Leia, divulgue, replique, traduza, republique mas não fique ai parado!
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Publicado também no Entropia!, Trezentos , Xô Censura e no meu blog no Cultura Digital