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	<title>Caribé no Time</title>
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	<description>O blog do Caribé no Time Molon</description>
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		<title>A hora da democracia participativa é agora!</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Sep 2010 16:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
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		<category><![CDATA[cultura livre]]></category>
		<category><![CDATA[eleicoes 2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheça e colabore com o Eleitor 2010
Nosso projeto de fiscalização colaborativa das eleições alcançou excelentes resultados até agora, tendo até agora mapeado mais de 310 denúncias de crimes eleitorais enviadas pela população.
Faltando pouco mais de duas semanas para o dia 3 de outubro, temos a esperança de levar essa ideia a muitos outros eleitores, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Conheça e colabore com o Eleitor 2010</h2>
<p><a href="http://timemolon.com.br/caribe/files/2010/09/bandeirabrasil.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-31" title="Bandeira do Brasil" src="http://timemolon.com.br/caribe/files/2010/09/bandeirabrasil-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Nosso projeto de fiscalização colaborativa das eleições alcançou excelentes resultados até agora, tendo até agora mapeado mais de 310 denúncias de crimes eleitorais enviadas pela população.</p>
<p>Faltando pouco mais de duas semanas para o dia 3 de outubro, temos a esperança de levar essa ideia a muitos outros eleitores, e com isso ajudar a fomentar cidadania no Brasil.</p>
<p>Ajude-nos a divulgar o Eleitor 2010 encaminhando esse email a todos aqueles que possam se interessar por esse projeto inédito, escrevendo sobre ele em seus blogs/veículos/redes sociais e contando que o projeto existe para pessoas do seu círculo offline!</p>
<h3>O que é:</h3>
<p>Trata-se de uma ferramenta que permite fiscalização colaborativa das eleições. Todo mundo pode denunciar crimes eleitorais, irregularidades ou qualquer coisa que incomode. O objetivo é formar um grande observatório das eleições segundo a ótica do eleitor, e, ao mesmo tempo, dar voz ao cidadão, servir de fonte de informação para a imprensa e autoridades competentes.</p>
<h3>Como funciona:</h3>
<p>Qualquer pessoa pode enviar denúncias por meio de email, da plataforma ou redes sociais. Essas denúncias passam por moderação, para evitar o abuso da plataforma. Se atender aos critérios, as denúncias são publicadas e mapeadas na plataforma. Outros eleitores podem validar, comentar e acrescentar informações.</p>
<h3>Quem faz:</h3>
<p>Um grupo de jovens comuns, todos voluntários: em suma, pessoas cansadas de corrupção no Brasil e que acreditam que o poder, em tempos de internet, está irreversivelmente em nossas mãos. O Eleitor 2010 não tem fins lucrativos, é apartidário e não conta com nenhum patrocínio, mas tem o apoio institucional do Ficha Limpa, CDI, Cidade Democrática, Voto Consciente, Global Voices Online e Google.</p>
<h3>O que estamos pedindo:</h3>
<p>Ajuda na divulgação – precisamos do apoio de todos em nossas redes sociais, e listas de email coletivas.  Encaminhe esse email para os seus contatos, e não esqueça de falar do Eleitor 2010 sempre que alguém reclamar de algum tipo de sujeira eleitoral!</p>
<p>Denuncie crimes eleitorais, pode até ser anonimamente: <a href="http://eleitor2010.com/reports/submit">http://eleitor2010.com/reports/submit</a></p>
<p>Ou você quer ir além e entrar para o nosso mutirão de fiscalização colaborativa das eleições? Mande um email <a href="mailto:info@eleitor2010.com">info@eleitor2010.com</a> &#8211; aberto a todos!</p>
<p>Abraços</p>
<p>Equipe Eleitor 2010</p>
<p>Nossa plataforma: <a href="http://eleitor2010.com/">http://eleitor2010.com/</a></p>
<p>Nosso blog oficial: <a href="http://blog.eleitor2010.com/">http://blog.eleitor2010.com/</a></p>
<p>Estamos também presentes:</p>
<p>- no twitter: <a href="http://twitter.com/Eleitor_2010">@Eleitor_2010</a> e hashtag <a href="http://twitter.com/#search?q=%23eleitor2010">#eleitor2010</a></p>
<p>- no tumblr: <a href="http://eleitor2010.tumblr.com/">http://eleitor2010.tumblr.com/</a></p>
<p>- no flickr: <a href="http://www.flickr.com/groups/eleitor2010/">http://www.flickr.com/groups/eleitor2010/</a></p>
<p>- no orkut: <a href="http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=100751259">http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=100751259</a></p>
<p>- no facebook: <a href="http://www.facebook.com/Eleitor2010">http://www.facebook.com/Eleitor2010</a></p>
<p>Foto: <a href="http://www.sxc.hu/profile/clix">Clix</a></p>
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		<title>Tirem os olhos da Internet!</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 20:07:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[cibercrimes]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Há mais de três anos estamos fazendo um intenso ativismo contra o AI5Digital, ou PL 84/99 e também conhecido por projeto de Cibecrimes. A sociedade organizada  gritou, protestou e disse um Mega Não ao AI5Digital, e até mesmo o Presidente Lula chamou o projeto de censura,  e ele ficou paralisado na Câmara dos Deputados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/08/avatarolho.jpg"><img class="alignright" title="Mega Não" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/08/avatarolho.jpg" alt="" width="250" height="250" /></a>Há mais de três anos estamos fazendo um intenso <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">ativismo contra o AI5Digital</a>, ou <a href="http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=15028">PL 84/99</a> e também conhecido por projeto de Cibecrimes. A sociedade organizada  gritou, protestou e disse um Mega Não ao AI5Digital, e até mesmo o <a href="http://xocensura.wordpress.com/2009/06/27/lula-e-contra-o-ai5-digital/">Presidente Lula chamou o projeto de censura</a>,  e ele ficou paralisado na Câmara dos Deputados desde março do ano passado. Conseguimos <a href="http://xocensura.wordpress.com/2009/05/22/a-revolucao-nao-esta-sendo-televisionada/">vencer mais uma batalha</a>,  mas sabíamos que ainda não havíamos vencido a guerra, até porque não é  só o AI5digital que é nocivo à Internet, existem dezenas de outros  projetos com esta mesma ótica vigilantista e controladora tramitando no  Senado e na Câmara. Inclusive um da <a href="http://xocensura.wordpress.com/2009/02/14/mantras-da-irracionalidade-pedofilia-na-internet/">CPI da Pedofilia</a> que é um rival em monstruosidade e ineficiência ao AI5Digital, e por  isto longe de ajudar no combate da monstruosidade que é a Pedofilia.</p>
<p>No <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3343">lançamento do Marco Civil</a> perguntei ao Deputado Julio Semeghini (PSDB) qual seria o futuro do  PL84/99 e ele falou que se retirassem os artigos críticos, pouca coisa  sobraria para ser votada, e completou dizendo que ele e outros projetos  ligados à Internet só seriam apreciados após a tramitação do Marco  Civil. Entretanto o Marco Civil ainda nem entrou em tramitação e o  &#8220;ilustre&#8221; Deputado Pinto Itamaraty (PSDB) deu parecer favorável  colocando o AI5digital em tramitação depois de quase um ano e meio  paralisado. Não me surpreendi quando seis dias depois uma matéria  publicada no site da Câmara dos Deputados dizia que <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/150005-DEPUTADOS-BUSCARAO-ACORDO-PARA-VOTAR-LEI-DE-CRIMES-NA-INTERNET.html">Deputados buscarão acordo para votar lei de crimes na Internet</a>. Na minha opinião o único acordo plausivel é enterrar de vez o AI5Digital.</p>
<p>O problema não para ai, <a href="http://meganao.wordpress.com/2010/08/27/blogagem-coletiva-de-repudio-ao-ai5-digital/">a motivação da blogagem coletiva foi a de retornar a militância contra o AI5Digital</a> que já esta claro que será usado como moeda de troca para a votação do <a href="http://culturadigital.br/marcocivil/">Marco Civil</a>, e este tem de ser aprovado tal qual foi consolidado no final da consulta pública, para isto um grupo de ativistas criou o <a href="http://twitter.com/vigiasdomarco">Twitter Vigias do Marco</a>,  que tem por objetivo fiscalizar a tramitação do Marco Civil. Mas tem  cenário pior, depois das eleições uns Deputados continuarão, outros não,  e nada mais perigoso para o processo democrático do que um Deputado  desiludido com os seus eleitores, e neste clima ainda tem um risco do  Ai5Digital entrar em pauta, não gosto nem de pensar&#8230;</p>
<p>Já conhecemos o <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">tripé do atraso</a>,  que é o responsável pelo atravancamento no progresso do país, a começar  pela Internet. Os grande grupos de intermediação e controle como o PIG,  os Bancos, a Mafia Autoral, e outros não querem de jeito nenhum uma  Internet livre estão se esforçando ao máximo para que a sociedade repita  os seus <a href="http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">mantras da irracionalidade</a> e através da técnica do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FUD">FUD</a> (Fear, Uncertainty and Doubt) querem nos fazer crer que o preço da  segurança é a intensa vigilância. Trata-se de um enorme cinismo,  primeiro porque não existe tamanha insegurança na rede, <a href="http://xocensura.wordpress.com/2008/09/19/cade-os-numeros-relativos-dos-cibercrimes/">os números relativos dos cibercrimes são insignificantes</a>, assim como a <a href="http://cyber.law.harvard.edu/sites/cyber.law.harvard.edu/files/ISTTF_Final_Report.pdf">Pedofilia na Internet praticamente não existe</a>,  o que existe é um grande mito criado. A cultura da vigilância é falha  em todos os aspectos, primeiro por não sabermos quem esta nos vigiando, e  nem o que se passa na cabeça destas pessoas. Crime se resolve com  prevenção e não com vigilância e punição. A politica da bisbilhotice não  para por ai, querem implantar RFID nos carros e até mesmo nas nossas  identidades com o RIC. A tecnologia é ambigua, ao mesmo tempo que serve  para a liberdade serve para a vigilancia, temos de gritar sempre e  repetir o novo mantra: O preço da liberdade é nenhuma vigilância!!!</p>
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		<title>Mantras da Irracionalidade</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 19:51:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Confabulando]]></category>
		<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
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		<description><![CDATA[A indústria cultural é predatória, apropria-se da cultura popular, a  reconfigura e a vende como produto travestido de cultura popular. A  sociedade de consumo assimila esta cultura enlatada como se fosse sua, e  ainda critica a cultura popular, que deu origem à sua nova &#8220;cultura&#8221;.  Com consumidores assim fica fácil, à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria cultural é predatória, apropria-se da cultura popular, a  reconfigura e a vende como produto travestido de cultura popular. A  sociedade de consumo assimila esta cultura enlatada como se fosse sua, e  ainda critica a cultura popular, que deu origem à sua nova &#8220;cultura&#8221;.  Com consumidores assim fica fácil, à industria cultural e a mídia, a  disseminação de &#8220;trojans intelectuais&#8221;, que mantendo a analogia com a  tecnologia, são trojans que se instalam nas mentes das pessoas  destituindo-os de seus sensos críticos.</p>
<p><em>Dentre  as características mais veementes da indústria cultural, destaca-se seu  poder em destituir dos indivíduos a autonomia em julgar e decidir. Se a  revolução industrial mecanizou a relação entre homem e trabalho, a  indústria cultural mecanizou a relação entre o homem e sua própria  subjetividade.<br />
<a href="http://www.scribd.com/doc/2383210/A-INDUSTRIA-CULTURAL">Érica Fernandes Silva</a></em></p>
<p>Curioso é ver o quanto irracional nossa sociedade esta ficando,  enquanto não estão consumindo a cultura de massa, estão trabalhando para  ter recursos para consumi-la, isto no mais irracional dos círculos  viciosos. Estupidamente estupendo, mas é a pura verdade, vivemos numa  sociedade tão <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hedonismo">hedonicamente</a> consumista, que é mais importante ter o bem do que proriamente  usufrui-lo. A dissonância cognitiva pós compra não se da mais sobre o  aspecto de que a compra foi ou não bem sucedida, ela vem perdendo  sentido, para o consumista irracional, toda compra é bem sucedida, por  mais estúpida que possa parecer. A nova dissonância é a depressão  pós-compra, onde o vazio de possuir imediatamente inicia um novo ciclo  no processo.</p>
<p>A tecnologia trouxe grandes benefícios à sociedade, eu amo a  tecnologia, mas nem por isto deixo de ser crítico. Vivemos numa era  dinâmica, a espiral evolutiva vem sufocando o nosso tempo, a velocidade  das coisas e digo ai todas as coisas tal como a tecnologia, os negócios,  a vida, tudo, vem aumentando de forma exponencial, e sem sinal de que  isto vai mudar. Mas vai, tudo se da por relações complexas das mais  diferentes matizes que nem sempre tendem à uma combinação perfeita, os  comportamentos são senoidais (ainda publico aqui esta teoria), é como se  sistematicamente entrássemos em uma via sem saída, e tenhamos de  retornar e tentar novamente, mas sempre aparece um atalho no meio do  caminho&#8230; Isto esta claro na atual conjuntura, onde o consumismo  sufocou o capitalismo, num ato auto-imune, pois a relação consumo x  capital perdeu a sinergia. Isto foi exatamente o que aconteceu nos  Estados Unidos, para aumentar o consumo aumentou-se o crédito, e ai deu  no que deu. Agora corre o risco do consumismo consumir o mundo ou a nós  mesmos, é viver e assistir.</p>
<p>Em uma sociedade assim é fácil a disseminação do &#8220;trojan  intelectual&#8221;, como a Érica citou, a indústria cultural mecanizou a  relação entre o homem e sua própria subjetividade, é como se os &#8220;trojans  intelectuais&#8221; minassem nosso senso crítico de forma tão sutil que nem  nos damos conta disto. Mas existe cura, a cura esta na internet, a  internet é a cura, a pluralidade de informações democraticamente  disponíveis e díspares  no ciberespaço nos leva a leitura e reflexão, na  reconstrução de nosso senso crítico e analítico para que possamos  avaliar qual informação é de fato relevante, ou quais partes de cada uma  compõe um conjunto sensato.</p>
<p>Muitos críticos irão dizer que a cura para o trojan intelectual esta  nos livros e eu digo que não em todo, por uma razão muito simples, os livros  fazem parte da indústria cultural, no modelo de publicação atual, com  base no copyright, faz do editor uma espécie de filtro de conteúdo, com  amplos poderes para decidir o que deve ou não ser publicado. Quando o  autor for o legitimo detentor dos direitos sobre sua obra, e quando ele  tiver o poder de decidir a publicação, ai sim teremos um quadro onde os  livros também farão parte da cura.</p>
<p>Dentro desta visão crítica que estou criando a nova categoria do  blog, a que decidi chamar de mantras da irracionalidade, onde farei uma  leitura crítica de diversas máximas que muitos usam como verdadeiros  mantras emitidos irracionalmente.</p>
<p>Publicado também no <a href="http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">Entropia!</a>, <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=80">Trezentos</a>, <a href="http://www.culturadigital.br/caribe/2009/09/27/mantras-da-irracionalidade/">Caribé no Cultura</a>, e no <a href="http://xocensura.wordpress.com/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">Xô Censura! </a></p>
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		<title>Manifesto da Cultura Livre</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 17:06:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Tomei a liberdade de fazer uma tradução à &#8220;toque de caixa&#8221; do Manifesto da Cultura Livre, publicado originalmente pelo coletivo Free Culture, como segue:
A missão do movimento da Cultura Livre é construir uma estrutura  participativa para a sociedade e para a cultura, de baixo para cima, ao  contrário da estrutura proprietária, fechada, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tomei a liberdade de fazer uma tradução à &#8220;toque de caixa&#8221; do <a href="http://freeculture.org/manifesto/">Manifesto da Cultura Livre</a>, publicado originalmente pelo coletivo Free Culture, como segue:</p>
<p>A missão do movimento da Cultura Livre é construir uma estrutura  participativa para a sociedade e para a cultura, de baixo para cima, ao  contrário da estrutura proprietária, fechada, de cima para baixo.  Através da forma democratica da tecnologia digital e da internet,  podemos disponibilizar ferramentaas para criação, distribuição,  comunicação e colaboração, ensinando e aprendendo através da mão da  pessoa comum &#8211; e através da verdadeiramente ativa , informada e  conectada cidadania: injustiça e opressão serão lentamente eliminadas do  planeta.</p>
<p>Nos acreditamos que a Cultura deve ser uma construção participativa  de duas mãos, e não meramente  de consumo. Não nos contentaremos em  sentar passivamente na frente de um tubo de imagem de midia de mão  única. Com a Internet e outros avanços, a tecnologia existe para a  criação de novos paradigmas, um deles é que qualquer um pode ser um  artista, e qualquer um pode ser bem sucedido baseado em seus méritos e  não nas conexões da industria.</p>
<p>Nos negamos a aceitar o futuro do feudalismo digital, onde nos não  somos donos dos produtos que compramos, mas nos são meramente garantidos  uso limitado enquanto nos pagamos pelo seu uso. Nos devemos parar e  inverter a recente e radical expansão dos direitos da propriedade  intelectual que ameaçam chegar a um ponto onde se sobreporão a todos os  outros direitos do indivíduo e da sociedade.</p>
<p>A liberdade de construir sobre o passado é necessária para a  prosperidade da criatividade e da inovação. Nós iremos usar e promover o  nosso patrimônio cultural, no domínio público. Faremos,  compartilharemos, adaptaremos e promoveremos conteúdo aberto. Iremos  ouvir a música livre, apreciar a arte livre, assistir filmes livres, e  ler livros livres. Todo o tempo, iremos contribuir, discutir, comentar,  criticar, melhorar, improvisar, remixar, modificar, e acrescentar ainda  mais ingredientes para a &#8220;sopa&#8221; da cultura livre.</p>
<p>Ajudaremos todo mundo à entender o valor da nossa abundância  cultural, promovendo o software livre a o modelo open source. Vamos  resistir à legislação repressiva que ameaça as liberdades civis e impede  a inovação. Iremos nos opor aos dispositivos de monitoramento à nivel  de hardware que impedirão que os usuários tenham controle de suas  próprias máquinas e seus próprios dados.</p>
<p>Não permitiremos que a indústria de conteúdo se agarre à seus  obsoletos modelos de distribuição através de uma legislação ruim. Nós  seremos participantes ativos em uma cultura livre de conectividade e  produção, que se tornou possível como nunca antes pela Internet e  tecnologias digitais, e iremos lutar para evitar que este novo potencial  seja destruído por empresas e controle legislativo. Se permitirmos que a  estrutura participativa, e de baixo para cima, da Internet seja trocada  por um serviço de TV a cabo &#8211; Se deixarmos que paradigma estabelecido  para criação e distribuição se reafirme &#8211; <strong>Então a janela de  oportunidade aberta pela Internet terá sido fechada, e  teremos perdido  algo bonito, revolucionário e irrecuperável.</strong></p>
<p>O futuro esta em nossas mãos, devemos construir um movimento tecnológico e cultural para defender o comum digital.</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Leia, divulgue, replique, traduza, republique mas não fique ai parado!</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Publicado também no <a href="http://entropia.blog.br/2009/08/16/manifesto-da-cultura-livre/">Entropia!</a>, <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=1009">Trezentos</a> , <a href="http://xocensura.wordpress.com/2009/04/26/manifesto-da-cultura-livre/">Xô Censura</a> e no <a href="http://www.culturadigital.br/caribe/2009/08/09/manifesto-da-cultura-livre/">meu blog no Cultura Digital</a></p>
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		</item>
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		<title>Sustentabilidade Insustentável</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 14:04:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Publiquei este texto originalmente no Blog Cidadão e no Trezentos há um ano, mas ele continua tão atualizado que decidi publica-lo novamente aqui, com pequenas modificações.
Acabamos de passar pelo evento a Hora do  Planeta organizado pela WWF, a proposta era apagar a luz da sala por  uma hora,  das 20:30 às 21:30. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publiquei este texto originalmente no <a href="http://blogcidadao.wordpress.com/2009/03/31/sustentabilidade-insustentavel/">Blog Cidadão</a> e no <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=120">Trezentos</a> há um ano, mas ele continua tão atualizado que decidi publica-lo novamente aqui, com pequenas modificações.</p>
<p>Acabamos de passar pelo evento a <a href="http://www.wwf.org.br/informacoes/horadoplaneta/">Hora do  Planeta</a> organizado pela WWF, a proposta era apagar a luz da sala por  uma hora,  das 20:30 às 21:30. Pouco antes o twitter &#8220;bombou&#8221; com a tag <a href="http://search.twitter.com/search?q=horadoplaneta">#horadoplaneta</a>,  uma profusão totalmente entrópica de frases e sacadas diversas, eu  mesmo entrei na onda sugerindo:<a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/horaplaneta.jpg"><img title="horaplaneta" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/horaplaneta-300x150.jpg" alt="" width="300" height="150" /></a></p>
<p>A brincadeira continuou, diversos &#8220;twitts&#8221; sérios, e brincalhões   surgiram, alguns fizeram justamente o contrário, disseram que muitos   morreriam nas UTIs, que as luzes das teclas Caps Lock, Scroll Lock e Num   Lock estavam apagadas e por ai vai. Isto é perfeitamente natural.   Quando organizamos (ciberativistas)  o <a href="http://www.vimeo.com/2310355">FlashMob</a> em São Paulo foi a  mesma coisa, muitos twitts sérios e muita gozação.  Como publicitário  posso dizer que é assim mesmo, a propagação da  mensagem em mídias  sociais tem muito do efeito borboleta, trabalha-se a  percepção e ai  torna-se hype, meme&#8230;.</p>
<p>Mas meu post não é sobre publicidade, e sim sobre sustentabilidade, e   o que vou falar agora certamente não vai agradar muita gente, mas   acreditem ou não, não será o <a href="http://www.blackle.com/">fundo preto</a> que na verdade não <a href="http://www.environmentalleader.com/2007/08/12/google-says-black-screen-doesnt-save-energy/">economiza  energia nenhuma</a>,  e nem a hora do planeta ou coisas assim que  salvarão o mundo, até  porque a hora do planeta é mais um evento midiático do que social,  daqueles que engajam a sociedade replicante na tentativa de legitimar um  ato social.  Na verdade o somatório de poucas atitudes podem sim,   fazer a diferença, mas na prática, <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=93">pegando carona no post da  Maira</a>,  acredito que pouquissimas pessoas estão de fato se empenhando  para  tornar um mundo sustentável, são estes louvaveis e respeitados  quixotes  na luta contra a extinção da espécie humana.</p>
<p>Acredito muito que uma pequena atitude pode fazer a diferença, e ela   não pode ser minimizada ou hostilizada, mas é que na verdade, em se   tratando de vida sustentável somos quase todos hipócritas e egoistas,  inclusive eu e você. Ao  mesmo tempo em que nos tornamos verdes,  continuamos agindo como se o  mundo fosse um gigantesco shopping,  continuamos consumindo  compulsivamente, neste ritmo consumiremos em  breve o planeta, parece que na prática estamos nos enganando para não  nos sentirmos tão culpados, mas o verdadeiro pensar e agir ecologico  deve vir lá de dentro, do fundo de suas convicções, ai sim você será um  ser sustentável.</p>
<p>Para salvar o mundo, temos de mudar profundamente nosso estilo de   vida, repensar o capitalismo, o consumo e até mesmo nossas vidas, que   são consumidas diariamente na ardua de tarefa, que irônicamente se chama   &#8220;ganhar a vida&#8221;, na verdade estamos vendendo a vida para consumir o   planeta. Teremos de aprender a viver em coletividade, abandonar a   privacidade do automóvel particular, eliminar o consumo de bens não   recicláveis e outros até mesmo reciclaveis, adotar a cultura de  otimização extrema de energia, teremos  de abrir mão do conforto das  lindas e práticas embalagens que adornam  nossos mimos, teremos até  mesmo de pensar no modelo de moradia, quem  sabe o velho modelo de casa  da familia onde gerações convivem sob o  mesmo teto não seja uma  solução? Temos de parar de usar combustiveis  fósseis, temos de parar já  com a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Clathrate_gun_hypothesis">idéia  arriscada de extrair metano</a> do fundo do mar.</p>
<p>Temos hoje em dia a tecnologia a nosso favor, a Internet esta ai   conectando todo mundo, vamos interagir mais virtualmente, vamos lançar   mão da digitalização de bens, vamos &#8220;teletrabalhar&#8221; mais, vamos repensar   nossos espaços de estudo e de trabalho, vamos pensar que o  deslocamento  diario precisa ser minimizado, vamos invadir as ruas de  bicicleta, além  de fazer bem a saúde faz bem ao planeta. Temos de  pensar seriamente no consumo, é preciso avaliar o impacto ambiental de  cada novo bem a se adquirir, por exemplo um carro novo, já pensou  quantos litros d&#8217;água e a quantidade de gases de efeito estufa são  consumidos e produzidos na fabricação de um mero automóvel, que  cinicamente se intitula mais econômico? Temos de pensar assim, agir  assim.</p>
<p>Por fim, salvar o planeta pode ser uma verdadeira revolução em nossas   vidas, mas temos de deixar de ser egoistas, temos de pensar coletivo,   agir coletivo, antes que o próximo cataclisma venha nos ensinar&#8230;</p>
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		<title>A revolução não esta sendo televisionada</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 18:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Nunca antes na historia deste pais, a sociedade se organizou,   mobilizou e pressionou as entidades públicas em prol de seus direitos de   forma tão efetiva e pacifica como estamos fazendo agora no   ciberativismo contra o PL 84/99, o AI5 digital. 
Não podemos deixar esta constatação passar em branco, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nunca antes na historia deste pais, a sociedade se organizou,   mobilizou e pressionou as entidades públicas em prol de seus direitos de   forma tão efetiva e pacifica como estamos fazendo agora no   ciberativismo contra o PL 84/99, o AI5 digital. </strong></p>
<p>Não podemos deixar esta constatação passar em branco, não se trata de   um fato corriqueiro, mas sim de uma verdadeira revolução, uma  revolução  que não esta sendo televisionada, uma revolução que não tem  mais volta,  uma revolução plenamente democrática, o real exercício da  cidadânia.</p>
<p>Contrariando todos os criticos, a Internet não nos transformou em   alienados, muito pelo contrário nos libertamos das forças alienantes das   mídias mono emitidas. Os &#8220;alienados&#8221; foram os primeiros a enxergar os   malefícios do PL 84/99, os &#8220;alienados&#8221; foram os primeiros a divulgarem   estes malificios. Chamar a sociedade conectada de alienada é ignorância   ou cretinismo, sabe-se muito bem que a Internet com a sua riqueza e   diversidade é um eco-sistema de pessoas, um eco-sistema social, onde a   comunicação é apenas uma parte do contexto.</p>
<p>A informação das mídias de massa é extremamente volátil, é preciso um   caro processo de repetição para que uma mensagem &#8220;média&#8221; para um   &#8220;cidadão médio&#8221; ganhe dimensão.  A midia de massa, em especial o radio e   a televisão, possuem uma representativa capilaridade no Brasil, de   forma que a mensagem volatil chega rapidamente à uma parcela   significativa da população, e pronto! Vai ser bom não foi? O povo tem   memória curta, não é verdade?</p>
<p>A Internet por outro lado possui características diferentes, sua   capilaridade vem aumentando consideravelmente, mesmo com todo esforco   despendido por autoridades e legisladores para inviabilizarem os centros   involuntários de inclusão digital, as Lan Houses, ela continua   crescendo. Computador e acesso estão ficando cada dia mais baratos. Por   outro lado, na Internet a informação não é volátil, muito pelo   contrário, ela é praticamente permante, o que a transforma no habitat   perfeito para o conhecimento. Estas características são os alicerces do   sólido conhecimento colaborativo, construido por todos para todos, numa   metáfora natural para o que chamamos de democracia: O poder emana do   povo para o bem do povo.</p>
<p>Dentro deste cenário, construiu-se um ativismo diferente, um ativismo   eficiente, o ativismo da cibercultura, da nossa cultura, o   ciberativismo. Podemos citar diversos movimentos ciberativistas, mas   vamos nos ater ao movimento contra o AI5 digital, que não se sabe   exatamente quando ele iniciou, eu ao menos entrei nele em 2006, você   pode estar entrando agora, isto não faz a menor diferença. O movimento   ciberativista contra o AI5 digital é o mais espetacular de todos os   movimentos democráticos, é o exercício pleno da democracia, não existe   distinção de raça, orientação sexual, posicionamento político,   ideologia, credo, e nem mesmo as limitações físicas impostas aos   portadores de deficiência são barreiras para que exercamos nossa   cidadânia, estamos todos juntos trabalhando para um bem comum!</p>
<p>Estamos pensando e agindo coletivamente, estamos nos &#8220;alfabetizando   politicamente&#8221;, estamos reconhecendo nossos direitos, aprendendo a   valorizar o próximo e, estamos aprendendo, como diz Dalai Lama que: uma   enorme jornada começa com um pequeno passo. Podemos não perceber isto   agora, mas nunca mais seremos os mesmos, estamos reconstruindo a   história da democracia no Brasil, somos os agentes de mudança,   dificilmente seremos enganados novamente, somos os revolucionários   digitais, estamos fazendo a revolução mediada por computador, a   revolução da era da participação. Alias por falar em participação, pouco   importa o quanto ou como você participa, todos são igualmente   importantes, seja aquele que divulga as informações, evangeliza novos   ciberativistas, promove mobilizações, escreve a respeito, ou até mesmo   aquele que participa dos atos, é um trabalho coletivo.  A <a href="http://www.petitiononline.com/veto2008">assinatura na petição</a>,   um post, uma twittada, uma mensagem no Orkut, tudo é importante, pois   quando muitos fazem isto estamos disseminando a informação e estamos   construindo uma atmosfera positiva para os parlamentares que estão do   nosso lado defenderem nossos intereses na Câmara, para que o Ministro da   Justiça se posicione de nosso lado, para que personalidades se   posicionem de nosso lado, é importante que você olhe no espelho, bata no   peito e diga orgulhosamente: Eu sou um ciberativista, estou   reescrevendo a história da democracia no Brasil!!!</p>
<p>Postado originalmente no <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/14/a-revolucao-nao-esta-sendo-televisionada/">Entropia!</a>,  <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=1453">Trezentos</a> e no <a href="http://www.culturadigital.br/caribe/2009/06/28/a-revolucao-nao-esta-sendo-televisionada/">Caribé no Cultura</a></p>
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		<title>ACTA e o tripé do atraso</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 18:08:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[acta]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>

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		<description><![CDATA[Os neoludistas estão lutando pela manutenção dos valores &#8220;analógicos&#8221;, a industria do  copyright briga para ampliar seu poder e a midia tenta a todo custo  prorrogar a sua morte já anunciada. Este três grupos atacam  compulsivamente seu maior inimigo, que é ao mesmo tempo a maior invenção  de todos os tempos: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Neo-Luddism">neoludistas</a> estão lutando pela manutenção dos valores &#8220;analógicos&#8221;, a industria do  copyright briga para ampliar seu poder e a midia tenta a todo custo  prorrogar a sua morte já anunciada. Este três grupos atacam  compulsivamente seu maior inimigo, que é ao mesmo tempo a maior invenção  de todos os tempos: a Internet. Tudo por causa de uma <a href="http://blogcidadao.wordpress.com/2007/10/17/o-incrivel-bicho-papao-tecnologico/">ambição miope</a> que se resume em manter-se na &#8220;zona de conforto&#8221;.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/FrameBreaking-1812.jpg"><img title="FrameBreaking-1812" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/FrameBreaking-1812-300x287.jpg" alt="" width="300" height="287" /></a>Os  neoludistas não significam uma organização estruturada para manter os  &#8220;velhos valores&#8221; em detrimento da tecnologia, é na verdade um conjunto  não organizado de pessoas (políticos, juristas, empresários e até mesmo  cidadãos comuns)  que possuem um alinhamento ideológico neoludista, e  que exercem sua influência e são influenciados com base na <a href="http://blogcidadao.wordpress.com/2007/10/17/o-incrivel-bicho-papao-tecnologico/">ignorância tecnológica</a> intencional ou não. A indústria do copyright vem compulsivamente  atirando no próprio pé desde o momento da popularização da Internet,  transformando seus consumidores em vitimas do próprio consumo.  Na  tentativa de manter seu super ultra lucrativo modelo de negócios, a  indústria do copyright procura posicionar-se acima de qualquer mortal  estendendo seus tentáculos além dos direitos fundamentais e civis.  Enquanto morre de dentro para fora, a midia vem tentando sobreviver num  momento em que o jornalismo atinge sua melhor fase, é a implosão  anunciada. Esta para se manter viva alinha-se com a indústria do  copyright , fornecendo munição para os neoludistas atacarem os  conectados que já são maioria no Brasil (<a href="http://www.cetic.br/usuarios/tic/2009-total-brasil/rel-int-01.htm">já que em 2009 eram 45%</a>), isto num ciclo interminável a ponto de não se conseguir saber mais onde tudo começou ou até mesmo quem influencia quem.</p>
<p>Os neoludistas, a indústria do copyright e a mídia formam o <strong>tripé do atraso</strong>, uma estrutura poderosa que sustenta o atraso que assola principalmente o terceiro mundo.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/nobredecadente.gif"><img title="Nobre decadente" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/nobredecadente-300x188.gif" alt="" width="300" height="188" /></a></p>
<p>Pela ótica dos conectados é como se o tripé do atraso fosse o nobre  decadente, que ainda se sente provido de poder e credibilidade com base  em velhos dogmas e valores que aos poucos vão sendo suplantados, o  resultado disto é uma exposição caricata de um ícone do passado. O tripé  do atraso recusa-se a adaptar-se aos novos valores, acredita ainda ter  poder para muda-los ou ignorá-los, propala um discurso patético que  começa a fazer sentido somente para mentes conservadoras do próprio  tripé, encerrando o discurso dentro do espaço do emissor retro  alimentando-o. O tripé do atraso ainda enxerga as estruturas  verticalmente, acredita que eles é quem produzem cultura, e não o povo.  Não fazem a menor idéia do que seja a inteligência coletiva, que vem  constantemente desmascarando as tentativas manipulatórias da mídia.  Ainda pensam que existe alguém por trás disto, e não uma multidão como  de fato é. O tripé do atraso ainda enxerga as velhas formas de  comunicação, um emissor e muitos receptores, ignoram a comunicação em  rede, obviamente porque não enxergam estruturas verticais e ainda buscam  lideranças em tudo que combatem.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/caveirapiratas.jpg"><img title="caveirapiratas" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/caveirapiratas-300x244.jpg" alt="" width="300" height="244" /></a></p>
<p>Na prática não podemos subestimar o tripé do atraso, eles são  poderosos e não estão tão por fora da cultura digital como imaginamos, a  <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Convention_on_Cybercrime">Convenção de Budapeste</a>, o <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">AI5 digital</a> e o ACTA [<a href="http://diplo.org.br/Dossie-ACTA-para-desvendar-a">1</a>],[<a href="http://www.outraspalavras.net/?p=1098">2</a>],[<a href="http://a2kbrasil.org.br/Texto-do-ACTA-e-publicado-sem-as">3</a>] e [<a href="http://xocensura.wordpress.com/?s=acta">4</a>]  são indícios de que eles estão sendo assessorados por quem sabe. Em  linhas gerais querem criminalizar a Internet como conhecemos,  transformando-nos em criminosos do dia para a noite. Legislações deste  tipo darão um tremendo aborrecimento e trarão um terrível atraso e um  nível insuportável de controle.</p>
<p>O Ciberativismo da sociedade conectada no Brasil <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/14/a-revolucao-nao-esta-sendo-televisionada/">conseguiu paralisar a tramitação do AI5 digital</a>, o Itamarati já se posicionou que não assina convenções de que não participa de sua elaboração, apesar disto, a <a href="http://www.iprofesional.com/notas/96532-La-Argentina-adhiere-a-una-convencion-sobre-ciberdelito.html">Argentina assinou a convenção de Budapeste</a>,  mas ainda falta a decisão tramitar no congresso de lá, torceremos para  que os ciberativistas Argentinos saibam se mobilizar para bloquear isto.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/noactaselo.gif"><img title="noactaselo" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/noactaselo.gif" alt="" width="170" height="320" /></a>O  caráter secreto do ACTA, assim como foi com o AI5 digital no inicio, é  um dos fatores mais preocupantes. Pelo que foi divulgado e vazado  anteriormente, o ACTA pretende justamente mudar os valores citados acima  para alegria dos neoludistas, fazendo voltar tudo como era antes, a  figura do intermediário, o controle da produção e a volta da economia da  escassez, uma vez que as maliciosas cláusulas do ACTA irão literalmente  acabar com o remix, com a criação, e principalmente com a liberdade na  rede, senão com a própria rede.</p>
<p>Somos uma das nações mais promissoras em termos de cultura digital,  temos um povo criativo, e livres seremos imbativeis, imagina unidos com  nossos irmãos latinos, alias já deveríamos ter feito esta união há muito  tempo. Temos três trunfos em andamento que temos de participar, pois o <a href="http://culturadigital.br/marcocivil/">Marco Civil</a> servirá de barreira contra o ACTA (temos de corrigir o que precisa ser corrigido), juntamente com a <a href="http://culturadigital.org.br/site/lda">Reforma da Lei de Direito Autoral</a>, e por fim o <a href="http://www.mc.gov.br/plano-nacional-para-banda-larga">Plano nacional de Banda larga</a> irá proporcionar uma intensa aceleração da inclusão e alfabetização digital, facilitando ainda mais nossa resistência.</p>
<p>Formar uma rede popular de resistência ao ACTA esta sendo um grande  desafio, esta rede terá de ser muito grande e terá de atravessar  fronteiras, acredito que a partir deste momento esta sendo formada a  rede mundial de ciberativismo contra o ACTA, vamos mostrar mais uma vez  que a globalização social foi muito mais efetiva do que a globalização  econômica, e que precisamos cada vez menos de intermediários.  Você pode  não estar percebendo ainda, mas estamos caminhando pelo tabuleiro, onde  a jogada final irá colocar em xeque o modelo econômico atual, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=OHMvknT_uk4">os sinais já estão por ai</a>, o momento agora é de leitura e debate, vamos entender o que é o ACTA, e agir com Sun Tzu fala em seu livro a arte da guerra: <strong><em>Se você conhecer a si mesmo e a seu inimigo nunca perderá a guerra</em></strong>. A corrida já começou, é a corrida do conhecimento, esta esperando o que?</p>
<p>Este post é uma resposta tardia à convocação para a <a href="http://meganao.wordpress.com/2010/04/20/stop-acta-convocacao-para-blogagem-coletiva/">blogagem coletiva contra o ACTA</a>.</p>
<p>Créditos das fotos</p>
<ul>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luddismo">Luddistas &#8211; Wikipedia</a></li>
<li><a href="http://www.gutenberg.org/wiki/Main_Page">Nobres decadentes &#8211; Projeto Gutemberg</a></li>
<li><a href="http://www.sxc.hu/profile/penywise">Caveira pirata &#8211; Dani Simmonds</a></li>
</ul>
<p>Publicado originalmente no meu blog <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">Entropia!</a></p>
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		<item>
		<title>O Caribé no Time</title>
		<link>http://timemolon.com.br/caribe/2010/07/30/o-caribe-no-time/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 23:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Confabulando]]></category>
		<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[timemolon]]></category>

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		<description><![CDATA[É com muito orgulho que abro meu blog no Time Molon.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>É com muito orgulho que abro meu blog no Time Molon.</p>
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